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Para não dizer que não falei das flores…

Veja bem, isto é aqui é de uma exposição tamanha e não se pode dizer que quem publica alguma coisa não está dando a cara pra bater. Eu poderia não ter escrito nada sobre os comentários, eu poderia simplesmente não tê-los aprovados como boa parte das pessoas fazem, mas para mim isto seria antidemocrático.
Em contrapartida optei por respondê-los e colocar pra fora uma indignação que muitas vezes fica presa na garganta, se eu não fizesse isso acho que não seria eu. Mas isto não faz de mim uma pessoa amarga e cruel, uma senhora cheia de problemas que passa como um trator por cima da vaidade das meninas de vinte anos, não, não.
Agora é tarde, Inês é morta e quem quer que seja tomou de mim a visão que mais lhe convinha no momento.
A bem da verdade devo dizer que este tipo de coisa acontece comigo porque sou intensa demais, porque só sei sentir. Porque gosto do vento batendo no meu rosto, porque sinto prazer em andar pela rua de mãos dadas com a minha filha, porque fico admirada com a luz do sol entrando pela minha janela e do reflexo maravilhoso que ele dá através da cortina, porque vislumbro a lua cheia e sua beleza, porque meu peito se enche de satisfação quando ganho uma causa, porque me emociono quando a venda de um produto aumenta a auto-estima de alguém, porque tento curtir cada sorriso da minha mãe como se fosse o último, porque encontro conforto nos braços do meu bem, porque adoro aconchegar minhas gatas e ouvir seu ronronar e porque reparo em cada botão de violeta que floresce na minha varanda.
Porém isto tudo está dentro de mim e não tem como ninguém adivinhar.
E viva a democracia!
Anna Carla
Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

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