Especialmente as mães que, nas férias escolares dos filhos, tem a mais essa demanda: filhos em férias.

Uma das coisas que eu aprendi ao longo do tempo foi delegar. Nos últimos anos tenho trabalhado por conta própria e , acumulei as funções de  dona-de-casa e mãe e, por mais feminista que a gente seja, é tentador achar que podemos dar conta de tudo. Não, não podemos, uma rede de apoio é fundamental.

É cilada Bino

Durante muito tempo fui daquelas que aguentavam tudo sozinhas, trabalhava até tarde da noite no computador para que a minha casa ficasse impecável e meus filhos tivessem um “tempo de qualidade” comigo.

Delegar pra quê? Eu dou conta sozinha, sou “f*&d@ e moro longe”, até que uma hora o corpo cobra os abusos, e cobra caro.

Quantas vezes fiquei morrendo de dor olhando a cozinha brilhando? Quantas vezes estava caindo de sono lendo para os meus filhos? Ou sem ânimo para as brincadeiras deles? Cadê o tempo de qualidade?

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Delegar é maravilhoso

Tem alguns anos descobri como  é bom delegar no trabalho. Trabalhar como profissional liberal é muitas vezes solitário mas não precisa ser um sacrifício.

Usar serviços de motoboy na entrega e captura de documentos e  para ir ao fórum quando a minha presença é dispensável foi uma tremenda descoberta!

Colocar uma auxiliar para os serviços da casa é artigo de luxo para muitos, e para mim foi especialmente difícil reconhecer essa necessidade.

Hoje  desfruto desse privilégio, tenho uma querida que me auxilia com “o grosso”  (janelas, azulejos e etc) duas vezes por mês.

Uma simples divisão de tarefas com as outras pessoas da família também ajuda muito.

Aqui já tem tempo que dividimos tarefas. Cada um lava sua louça, é responsável pelas suas coisas, incluindo roupas, pertences e brinquedos, cuidando para que nada fique fora do lugar (pelo menos não por muito tempo), formamos uma rede de apoio familiar onde todo mundo se ajuda.

Você também pode tentar

A Diiirce fez essa tabelinha bem bacana, olha só

Leia também: Férias das crianças chegando e como fica a rotina de uma mãe que trabalha de dentro de casa?

Mas Anna, e nas férias escolares?

Eu estava de boas com esse negócio de delegar, no trabalho, na casa mas meus filhos…confesso que nessa eu relutava um pouco, pra não dizer muito.

Fazendo uma auto análise eu sempre me orgulhei muito de ter escolhido trabalhar em casa depois que minha filha de 13 anos nasceu, pensava com o peito inflado “minha filha vai ter mãe em casa, vou amamentar em livre demanda, quando ela estiver maiorzinha vamos ter tempo de qualidade juntas, vai ser lindo” , lindo pra quem cara pálida?

Leia também Porque para começar basta dar o primeiro passo

Trabalhar em casa depois que se tem filhos é “tiro, porrada e bomba” todos os dias, alguma coisa acaba ficando em segundo plano, seja no trabalho, em casa, ou você, sim VOCÊ mesmo.

É obvio que os  filhos merecem tempo de qualidade, especialmente nas férias, mas esse tempo não precisa ser necessariamente com você, especialmente se você não puder dar 100% da qualidade esperada por eles.

Rede de apoio para os filhos é também para a mãe que trabalha

Minha filha viajando de ônibus com a avó

Eu graças a Deus sou cercada por pessoas maravilhosas na minha família.

As avós e os padrinhos dos meus filhos são super participativos e se disponibilizam a levá-los para passear nas férias.

As crianças tem o tempo com qualidade 100% mesmo eu não estando disponível para eles.

Meu filho passou uns dias com a avó e eu tive um tempo sozinha com minha filha.

Ela está crescendo e tem interesses diferentes do irmão.

Aproveitamos e  conversamos muito, fomos ao shopping, assistimos séries, fomos comer no japonês enfim, fiz programas que só ela curte.

Depois ela foi viajar para casa da madrinha com a avó e então tive um tempo sozinha com ele.

Assisti muito Power Rangers, Jovens Titans em ação,  tomamos sorvete, jogamos vídeo game, brincamos de Star Wars…

E na folga do papai  levamos pra brincar no shopping e comer no Burger King mas a mamãe não está de férias e é aí que entram os super padrinhos!

Olha a felicidade do meu moleque graças ao seu super padrinho!

Mesmo eu não tendo tempo de levar o Joaquim foi no pier, na praia, no Aquário, e teve um tempo de qualidade 100%!

Assim eu tive tempo de receber um cliente, trabalhar e de quebra, escrever no blog pra vocês. Tá vendo como é super importante ter uma rede de apoio?

Momento ternurinha

Quero agradecer publicamente a todas as pessoas maravilhosas que tecem essa rede de apoio nas férias escolares dos meus filhos.

Agradeço a minha mãe Aracélia , minha tia Cida, minha sogra Maria das Graças, meus cunhados Celso e Yara, Ana Paula e Benjamin e meus compadres Valéria e Edson.

Minha boca é pequena para agradecer tamanho carinho com meus filhos.

Rede de apoio alternativa

Você deve estar pensando que eu sou privilegiada por ter familiares por perto que fazem essa corrida por mim, é verdade, sou mesmo e tenho consciência disso.

Mas vamos pensar juntos, sabe aquele grupo de mães do WhattsApp ? Então, você pode usar como ferramenta para trocar ideias com as outras mães e se apoiarem mutuamente.

Vocês podem adaptar agendas, combinar  playdates , uma hora na sua casa outra na delas, combinar passeios onde as mães se revezam no cuidado com a molecada.

Imagine que todas estão em situações parecidas com a sua, e como pode ser gratificante colaborar na rotina de outra mulher, isso se chama sororidade.

Colônias e cursos de férias

Há também essa possibilidade, muito embora seja mais custoso financeiramente, eu mesma nunca utilizei.

A escola dos meus filhos oferece cursos de férias, além de opções em clubes e recreações como Quintal da Vila.

Não se esqueça de você

Lembre-se mãe não tira férias NUNCA mas você pode ter o seu “me time” todos os dias.

Um pouquinho por vez, uns minutinhos de meditação, ler um pouco (mesmo que no banheiro), ir na academia, tomar um banho relaxante, cuidar de si é importante.

Se cuidando, se tratando com carinho, você fica legal pra ser mãe, profissional, mulher, namorada, pra ser o que você quiser.

Até qualquer hora!

“Este post é dedicado à Juliana Goes, Fernanda Moura, Rafa Ferraz, Jordanna Ardito, Leticia Rossi Moyle, mamães recentes de bebezíneos lindos e profissionais dedicadas para que nunca se esqueçam de si mesmas.”

Anna Carla

Santista ”da gema”. Uma mulher dos anos 50 nascida em 73. Mãe da Sofia desde 2004 e do Joaquim desde 2010. Advogada formada pela Universidade Católica de Santos desde 2001. Costumo dizer que me interessam coisas legais em sentido amplo e estrito. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.
Veja o perfil completo.


Anna Carla

Anna Carla

Santista ”da gema”. Uma mulher dos anos 50 nascida em 73. Mãe da Sofia desde 2004 e do Joaquim desde 2010. Advogada formada pela Universidade Católica de Santos desde 2001. Costumo dizer que me interessam coisas legais em sentido amplo e estrito. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer. Veja o perfil completo.

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