E essa libertação não tem a ver com número na balança, muito menos com tendências de moda

Nos últimos anos passei por inúmeras alterações de manequim e de rotina na vida. Eu era então apenas advogada, profissional em primeiro lugar, depois engravidei e ganhei peso (óbvio), virei blogueira, me distanciei da advocacia, tive outro filho e perdi peso (menos óbvio), desta vez por problemas de saúde e tratamentos severos para me recuperar.

Neste ano me reaproximei em definitivo (por enquanto, rs) da profissão, aliei a profissão com a paixão (advocacia+blog), e com auxilio do meu reumatologista mudei completamente o rumo do meu tratamento com medicamento biológico (que está funcionando super bem 🙂 )  e tornei a ganhar peso.

Jamais me esquecerei dos elogios que recebia constantemente quando estava magra, mas o que me levou  a fazer dietas restritivas foram problemas de saúde que vieram após a gestação do meu filho, entre outras coisas (quem me acompanha sabe que tive diagnóstico de Artrite Reumatóide em 2006) tive diabetes gestacional.

As pessoas diziam “nossa, você está ótima” e eu sabia que não estava, só eu conhecia o horror que eram as crises de hipoglicemia, só eu sabia que minha saúde estava zoadassa. Mas graças a Deus isso tudo é passado.

Consultoria de imagem

Tem mais ou menos uns três anos, eu estava bem magra na ocasião e eu passei tipo por uma crise existencial. Veja, eu sempre fui cheinha, em alguns momentos da minha vida fui mais outros menos, mas magra, magra de verdade, como eu fiquei nessa época, eu nunca tinha sido antes.

Ser magra era uma experiência totalmente nova na minha vida, olhava no espelho e demorava uns minutos pra me reconhecer.

Nessa ocasião passei pela consultoria de imagem com a Érica Minchin e foi muito bom. Ela me pegou pela mão e disse: “vem cá, essa aqui é você, você continua aí dentro”.Então consegui ser feliz no corpo magro porque ela me ajudou a buscar elementos meus, a me achar.

Tudo na vida passa

No final do ano passado, depois de anos em remissão, a AR acordou. Para ser paciente de uma patologia crônica você precisa SER paciente.

Aprendi que crônico não quer dizer pra sempre mas é uma coisa que tenho que aprender a lidar, meu médico mudou radicalmente o tratamento.

Melhorei muito mas ganhei peso, ou voltei a forma antiga, não sei precisar bem.

A lição aprendida foi IMPERMANÊNCIA.

Fazendo as pazes com o corpo

Uma das coisas que ajudam muito nesse processo é compreender que a gente NÃO É UM CORPO. A gente TEM um corpo. Somos seres espirituais vivendo uma experiência material e pra isso a gente precisa habitar um corpo.

Tomar essa consciência dá uma sensação enorme de gratidão, por cada pedacinho desse corpo, agora um pouco rechonchudo, que me leva pra lá e pra cá.

Desde os braços que uso para abraçar meus filhos até as pernas que me levam onde eu quero e preciso ir, tudo isso é muito maravilhoso independente de que manequim eu esteja vestindo ou número que a balança esteja marcando.

Estilo e liberdade

Novamente me achei em um momento de transição da minha vida, retomando com força total a advocacia além de todas essas alterações no meu corpo.

Para se ter uma ideia, depois de três meses de tratamento com medicação biológica, que diga-se de passagem foi uma salvação para a AR, meu manequim aumentou três números,mesmo mantendo alimentação saudável e atividade física moderada.

Conclusão: todos aqueles looks maravilhosos da consultoria ficaram pequenos e rolou uma crise.

Até que li esse livro:

(Clica na imagem se quiser comprar, vale cada centavo!)

Nesse livro a Érica te coloca pra pensar, em quem se realmente é e no que é importante pra você, e eu não tenho condições de detalhar para vocês tudo o que rolou comigo internamente.

Hoje me sinto livre para misturar estampas, estilos, cores… porque eu não sou só mãe, só advogada, só blogueira, eu sou EU e posso vir a ser muito mais! E tudo isso me reconhecendo no espelho.

*sei que parece um publieditorial MAS É SÓ AMOR MESMO. Na dúvida veja os termos de uso.

Anna Carla

Santista ”da gema”. Uma mulher dos anos 50 nascida em 73. Mãe da Sofia desde 2004 e do Joaquim desde 2010. Advogada formada pela Universidade Católica de Santos desde 2001. Costumo dizer que me interessam coisas legais em sentido amplo e estrito. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer. Veja o perfil completo.

1 Comentário

Érica Minchin · 15/12/2017 às 4:38 pm

Ah, sua linda! Que gostoso demais ler esse teu relato!!!

Feliz que a consultoria te ajudou e feliz que o livro também fez diferença, já nessa nova fase. A maioria das coisas da vida não são pra sempre, mesmo – mas esse poder de ser quem você é e ser tudo isso, essa mulher multipotencial fodassa, é seu pra vida!
<3 <3 <3

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