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Porque precisamos “causar” mais

Dia da mulher tem que ser todo dia, se quisermos desconstruir o status quo  na sociedade, como disse ontem a Dani Marino “tem que sair do discurso e partir pra ação” 

“Dream team” do evento”Mulheres que causam” que aconteceu ontem a noite no TIP em Santos: da esquerda para direita, Rosecler – a Iron Mãe, a escritora Claudia Lemes, a empresária Ludmilla Rossi, a jornalista Flavia Saad e a pesquisadora Dani Marino. Fonte: Instagram.

Ontem a noite estive no TIP  em um evento que se propunha a ser uma espécie de celebração ao Dia da Mulher que reuniu mulheres fantásticas, para falar, inicialmente, de suas realizações nas suas diversas áreas de atuação e  assim inspirar outras mulheres com suas histórias.

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Para uma platéia cheia, o que já é surpreendente em uma segunda-feira a noite, composta também por homens e mulheres de todas as idades o evento extrapolou a palestra e o debate transformando-se em uma grande troca coletiva demonstrando o quanto somos carentes desse tipo de evento.

O evento  beneficente teve sua renda revertida para a Casa das Anas, uma ONG  que vale a pena conhecer e que cuida de mulheres em situação de exclusão social e/ou violência.

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Cada uma das convidadas deu sua contribuição, falando do que é ser mulher em seu respectivo meio de atuação mas todas relataram uma coisa em comum: as dificuldades em viver e atuar em diversas áreas em uma sociedade onde existe uma crença limitante: que a mulher pode menos por sermos consideradas uma minoria, SEM SER.

Foi falado também da falta de apoio mútuo entre as próprias mulheres e de como isso é fruto de uma antiga tática de guerra tipicamente masculina”dividir para conquistar”. Provavelmente se nos uníssemos mais e deixássemos de replicar o discurso machista tão enraizado na nossa cultura, teríamos muito mais força e poder.

Interessou? Veja no Facebook do Juicy Santos as lives do evento

Eu e as queridas Dani Marino e Flavia Saad.

Questões sobre como o feminismo é necessário, assim como o combate ao preconceito  e a sororidade  (irmandade, do inglês “sisterhood”) foram abordadas em uma conversa ampla e construtiva que incluiu toda a platéia.

A militância aqui deixou de ser somente um discurso de “textão no Facebook”, ontem passamos para a prática.

O formato “saia justa” ao vivo foi muito proveitoso e quando terminou deixou um gostinho de quero mais.

O que eu levei dessa noite e compartilho agora com vocês: cada mulher é única e um universo de possibilidades. Quando se respeita a outra (suas escolhas, estilo de vida, etc), independente do grau de identificação que se tenha com ela ou não, esse respeito resvala em você mesma.

Discurso machista ou discurso único (vide TEDX da Djamilla Ribeiro exibido ontem no evento) é muito fácil de ser replicado, a gente tem que se policiar o tempo todo para não repetir, seja falando ou calando.

Ontem pude sentir o quanto esse tipo de evento é necessário, e que venham mais “Saias Justas” , podcasts, lives no Facebook…porque o que a mulher precisa mesmo é causar!

Feliz dia pra nós, todos os dias!

Anna Carla

Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

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