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Teatro Coliseu recebe Grupo de Teatro Mineiro com o espetáculo “Presente de vô”

Grupo Ponto de Partida de Barbacena – MG,  apresenta ‘Presente de vô’ no Teatro Coliseu em Santos. 
Dias 6  – sábado as 20h e 7 de agosto – domingo as 18h – Únicas Apresentações

Foto divulgação

A montagem é composta por 50 artistas em 1h20 de espetáculo, com o repertório assinado pelo grupo Pau Brasil, numa mistura de cirandas, guaranis, cantigas de ninar africanas, batuques aprendidos com avós do Vale do Jequitinhonha; aleluias misturadas a vozes indígenas, Tom JobimChico BuarqueGilberto GilCaetano Veloso e Milton Nascimento; canções do folclore português – ou recolhidas nas andanças antropológicas de Mário de Andrade – e músicas compostas originalmente para a trilha sonora de uma história fantasiosa que nos faz olhar, com um carinho muito especial, para a nossa herança. A preparação vocal é assinada por Babaya.

A encenação dispensa os grandes cenários, efeitos especiais e maquinarias para dar lugar ao faz de conta. Assim, constrói-se basicamente com panos que ora são noivas, arco-íris, recordações e também com singelos elementos de infância. Os figurinos visitaram os baús dos avós para deles acordar rendas, tecidos, crochês e modelagens. A luz dá um tom mágico à obra, levando o público sempre a um lugar onde tudo é possível.

Com uma formação de teclado, violão, sopro e bateria, a música é toda executada ao vivo, com arranjos poderosos e uma trilha incidental que deixa tudo muito mais divertido.

HISTÓRIA   A história de “Presente de Vô” se passa no “país secreto onde moram os meninos”. Lá existe a oficina fantástica do velho Cambeva, um restaurador de sonhos e lembranças, onde um Realejo espera ser consertado. Enquanto isso, Temporina, uma doce senhorinha, parte em busca das recordações de sua infância, e a pequena Deolinda, a neta do restaurador, ao lado de Tuzébio, seu ajudante desajeitado, tentam descobrir qual é o “Presente de Vô” que ela ganhará no seu aniversário.

 Além da Oficina de Cambeva, o universo fantástico é habitado pelas Sonhambulantes, três divertidas irmãs que sofrem da doença (ou do dom) de viver no sonho; Zalém e Calunga, nativos do Parasempre, andam pelo mundo a recolher e catalogar lembranças e há também a Maria Metade e seus Meninos encantados, que são e sempre serão crianças, pois habitam as histórias.

Foi assim que o Ponto de Partida e os Meninos de Araçuaí escolheram celebrar 15 anos de sua parceria: entregando às novas e futuras gerações um legado que lhes pertence e determina e que só pode ser passado de avô para neto através de uma trilha invisível que apenas o afeto sabe percorrer… ou a fantasia! As músicas, então, alinhavam uma trama com personagens que vivem situações absurdas e divertidas acerca da perda ou do resgate das lembranças e dos sonhos.

Veja o depoimento da atriz Fernanda Montenegro sobre o Grupo Ponto de Partida:

PONTO DE PARTIDA

Ponto de Partida é um grupo de teatro fundado em Barbacena, em 1980, por artistas que decidiram que não deixariam a cidade, mas também não aceitariam os limites da província.  Assim, tornou-se uma companhia de repertório itinerante e independente com 20 profissionais em exercício permanente.  Criou e sistematizou métodos e processos de produção e criação e desenvolveu uma linguagem própria e uma dramaturgia brasileira que sustenta seus 35 espetáculos. Nestes anos, a companhia trabalhou com figuras referenciais da cultura brasileira como Milton Nascimento, Fernanda Montenegro, Sérgio Britto, Paulo Gracindo, Jorge Amado, Manoel de Barros, Álvaro Apocalypse, Adélia Prado, Bartolomeu Campos de Queirós, Dori Caymmi e outros. Fiel às suas origens de movimento cultural, atualmente o Ponto de Partida é responsável direto pela formação ou o trabalho de 323 pessoas que se dividem e se somam em suas diversas atividades e projetos, como a Bituca: Universidade de Música Popular e os Meninos de Araçuaí.

O Grupo acaba de inaugurar a Estação Ponto de Partida, no conjunto arquitetônico que abrigou a Sericícola, segunda fábrica de seda do Brasil, celebrando seus 35 anos.Meninos de Araçuaí é um coro criado como ação complementar do trabalho educacional do Projeto Ser Criança, mantido no Vale do Jequitinhonha pelo Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD), uma ONG que, pela excelência do seu trabalho, conquistou o reconhecimento internacional e, entre tantos prêmios, o que nomeou seu Presidente, Tião Rocha, Empreendedor Social Brasileiro, em 2007.

Há dezesseis anos, o Ponto de Partida assumiu o trabalho e a direção artística desse coro. Desde então, os Meninos de Araçuaí se exercitam num processo de formação permanente com o Grupo. Têm aulas de música, percussão, voz, dança e interpretação e trabalham com grandes artistas mineiros. Montaram, com o Ponto de Partida, cinco espetáculos que lotaram plateias por esse mundo afora, apresentaram-se nos espaços mais significativos do Brasil e na França, gravaram seis CDs e dois DVDs. Já dividiram palcos com Gilberto Gil e Milton Nascimento que, desde Ser Minas tão Gerais, está sempre misturado às suas vidas e ao seu trabalho.

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FICHA TÉCNICA

Concepção: Ponto de Partida.

Direção geral e dramaturgia: Regina Bertola.

Texto: Ponto de Partida, com citações de Mia Couto.

Músicas originais: Pablo Bertola, Lido Loschi, Júlia Medeiros e Pitágoras Silveira.

Arranjos: Pau Brasil, Gilvan de Oliveira, Pablo Bertola e Pitágoras Silveira.

Preparação vocal: Babaya

Direção musical: Felipe Moreira.

Figurinos: Alexandre Rousset e Tereza Bruzzi

Cenário:Alexandre Rousset, Tereza Bruzzi e Ponto de Partida Luz: Rony Rodrigues e Regina Bertola, com consultoria de Jorginho de Carvalho

Produção: Fátima Jorge, Fábio Rodrigues, Karine Montenegro, Júlia Medeiros, Pablo Bertola

Realização: Ponto de Partida, CPCD e Governo de Minas Gerais.

Patrocínio: Vivo Incentivo: Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais

SERVIÇO

 PRESENTE DE VÔ, da cia Ponto de Partida, de Barbacena (MG)

Data: dias 6  – sábado as 20h e 7 de agosto – domingo as 18h – Únicas Apresentações

Local: Teatro Coliseu – Santos -Informações: 40620016

Duração: 80 minutos

Gênero: musical

Indicação etária: Livre (recomendado para maiores de 05 anos)

Por Miriam Vieira

Anna Carla

Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

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