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Jessica Jones, uma heroína como todas nós

Estreou no último dia 20 a série Jessica Jones, que é  mais uma parceria do canal de streaming Netflix com a Marvel.

Apesar do trailer mostrar uma série de ação, vou confessar para vocês que Jessica Jones demorou um pouco para me pegar. Apesar de ser dos mesmos autores do Demolidor, outra série que recomendo fortemente que vocês assistam, achei o ritmo da produção um pouco lento e só fui me sentir envolvida mesmo depois do sexto episódio.

Mas peço que não levem em conta  esse meu ponto de vista, já que é bastante pessoal. Talvez isso seja um reflexo de eu ser fã do estilo “Tarantino” de roteiro, e estar muito habituada com as chamadas séries vai-e-vem, do tipo “se piscar perdeu”, como Sense 8, Once Upon a Time , Bloodline e a minha favorita no momento How To Get Away With Murder.

Não sei como os fãs de quadrinhos estão vendo essa versão de Jessica Jones, já que a proposta é um pouco diferente, Jessica  não é uma heroína de collant e sim mais humana e muito parecida com muitas de nós.

Entenda: veja aqui quem é a Jessica Jones dos quadrinhos neste vídeo do Elegante 

NEW YORK, NY - MARCH 10: Krysten Ritter filming "Jessica Jones" on March 10, 2015 in New York City. (Photo by Steve Sands/GC Images)
A atriz Krysten Ritter filmando “Jessica Jones” em 10 de março de 2015 em Nova Iorque. (Fotografia de Steve Sands/GC Images)

Jessica Jones (Krysten Ritter)  na série do Netflix, apesar de ter  super poderes é descrita como uma mulher que bebe muito, tem pavio curto e  é problemática.

Ela tem uma história de vida complicada, se culpa pelo acidente que matou os pais e o irmão mais novo, acidente este que trouxe como consequência os seus poderes “sobrenaturais”. Bem por isso se questiona toda vez que vai utilizar os tais poderes.

Jessica é uma mulher como eu ou todas as outras que tem de lidar com muitas culpas, seja porque tem filho e trabalha fora ou o contrário, deixou a carreira para ser mãe.

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Jessica Jones é essência um seriado feminista, e isto não reside apenas na protagonista que, apesar de ter sido vítima de abuso, mostra de todas as formas que é dona do próprio corpo, como também nas outras personagens femininas, como por exemplo a irmã de criação de Jones que apesar de loira, foge e muito do estereótipo da mocinha frágil à espera de um resgate ou da advogada bem sucedida, lésbica e sem escrúpulos na vida pessoal, personagem que, nos quadrinhos, é masculino.

Isto acontece talvez por Jessica Jones ser uma série conduzida por uma mulher, Melissa Rosenberg, que produziu e escreveu para programas como a saudosa Ally McBeal, Birds of Prey, The O.C. e Dexter.

A metáfora do abuso

O grande vilão da série é um “controlador de mentes” chamado Killgrave (o Homem Púrpura dos quadrinhos), interpretado com muito acerto por David Tennant e Jessica tem uma história anterior com ele. Uma história de abuso.

Killgrave é a metáfora de muitos homens que estão por aí na vida real, ele é  sedutor e controlador. Jessica é uma sobrevivente desse abuso e a série mostra principalmente os reflexos psicológicos dessa experiência traumática  e como essa experiência pode transformar.

 Jessica Jones foge de todos clichês de  super-heroína. Apesar de ser durona Jessica é  como muitas de nós, insegura, atormentada por fantasmas do passado e por problemas rotineiros. E só por isso, já vale assistir.

Anna Carla

Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

3 thoughts on “Jessica Jones, uma heroína como todas nós

  1. O fato de Jessica ser fora do clichê das superheroinas é o que a torna mais interessante.
    Concordavam você sobre onritmo um pouco lento da série. Mas vale muito a pena insistir.
    Achei que o arco do Kilgrave poderia ser menor. Mas foi um deleite ter uma temporada inteira com o Tennant. Sou apegada a ele. 😄

  2. Sou viciado em séries, mas são tantas opções que você não sabe qual acompanhar. Por isso gosto de pesquisar opiniões diferentes pois tem muita coisa boa.
    Jessica Jones deve ser uma boa pedida.
    Gostei do post!

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