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Sense 8, em tempos de falta de empatia, tem que assistir!

Foto: divulgação Netflix
Foto: divulgação Netflix

Gostaria de me desculpar pela demora, parecia que esse texto estava encantado!

Primeiramente, porque fiz questão de assistir à temporada completa e isso, segundo consta, é pré-requisito para se escrever uma boa crítica e, muito embora esse modesto texto esteja longe de ser uma crítica profissional, concordo plenamente com o Pablo Villaça neste sentido.

Além disso, minha rotina com as crianças entrando de férias, fica de ponta cabeça! Vai levar pelo menos uma semana para eu me acostumar e organizar tudo para o Caderno seguir redondinho.

Sense8 foi escrita e produzida por Andy e Lana Wachowski (responsáveis pela franquia Matrix) e por J. Michael Straczynski. A primeira temporada com 12 episódios foi produzida e lançada pelo Netflix em 5 de junho de 2015.

Vou ser franca com vocês, eu odiei Matrix. Sinceramente, não sei se na época eu não tinha maturidade intelectual suficiente para compreender o cerne da trilogia, só sei que achei confuso e não curti.

Diante do fato desta produção ser dos irmãos Watchowski, decidi assistir com reservas.

Comecei a ver sem muitas expectativas e quando terminou o primeiro episódio só consegui dizer: “mano, o bagulho é louco!”compre aqui

Gostei de absolutamente tudo! O ritmo é um pouco acelerado é verdade, mas nada que você não se habitue do meio do primeiro episódio em diante.

A série conta a história de oito estranhos, que moram em diferentes partes do mundo, e vivem situações e culturas completamente diferentes, mas que de alguma maneira, após terem a visão da morte de uma mulher, sentem-se ligados um ao outro, podendo inclusive se comunicar e interferir na realidade um do outro.

Tudo isso entremeado com muitas cenas de ação e efeitos especiais.

Destaco a trilha sonora maravilhosa e a atuação belíssima da atriz Jamie Clayton, que interpreta com muito talento e delicadeza, uma transexual.

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Na verdade, o que achei mais legal na série é a empatia entre os personagens. O fato de um reconhecer no outro a sua própria fraqueza e ao auxiliá-lo conseguir resolver suas próprias questões é maravilhoso, indo além do “apenas tentar se colocar no lugar do outro”, simplesmente emocionante.

Nesse ponto Sense8 nos coloca para refletir no quão limitados somos ao caminhar sozinhos no mundo, ao vivermos olhando apenas para o próprio umbigo o tempo todo. Em tempos de tanta intolerância Sense8 nos dá uma aula de empatia.

Já estou na expectativa da segunda temporada.

Anna Carla

Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

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