cotidiano, vida simples

E está tudo normal. De um jeito que eu nem lembrava mais que poderia ser.

Nos últimos 7 anos minha vida passou por várias mudanças, na verdade meu corpo, eu mudei muito.

Quando se é arrebatado com a chegada de uma doença crônica muitas coisas acontecem com você, a sensação que se tem é que esse não é o corpo que eu costumava habitar.

Muitas coisas foram ceifadas de mim, não pude mais usar salto, não pude mais ingerir bebidas alcoólicas, tive que independer minha filha muito cedo pois minha capacidade de carregá-la no colo foi diminuída, tive que abandonar a atividade física,  tive dificuldades para escrever e trabalhar, e óbvio: engordei, emagreci, engordei novamente…

Achei que não poderia mais ter filhos, engravidei, sofri um aborto espontâneo e quando menos esperava estava grávida de novo! Que felicidade!

Tive meu filho, amamentei o quanto pude, enquanto a doença dormia no mar de hormônios da gestação. Foi bom enquanto durou,  mas ela voltou. Sofri algumas lesões, uma inclusive  no braço direito, decorrente do esforço repetitivo de amamentar.

Retomei meu tratamento e passei a lidar com os efeitos colaterais das medicações…tonturas, náuseas, e em decorrência do uso temporário de glicocorticoides surgiu do nada uma hipoglicemia.

Desta vez agi de maneira diferente, olhei o problema de frente e fui atrás da solução. Conversei com meus médicos, inclusive o endocrinologista que me acompanhou na gestação do meu Joaquim e ele me sentenciou: tire o açúcar da sua vida. Fiquei menos desesperada do que eu imaginei que poderia ficar e procurei ajuda de uma nutricionista. Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito na vida!

Hoje, um mês e meio depois do primeiro contato com o cardápio sugerido pela Marianna, com  simples mudanças nos meus hábitos alimentares a hipoglicemia está controlada, o índice de inflamação da doença esta quase como de uma pessoa que não a tem enfim, meu corpo está reagindo bem, inclusive esteticamente, apesar de isto ter se tornado uma coisa totalmente secundária para mim, fico feliz em sentir as roupas folgadas e perceber as pessoas com dificuldade de me reconhecer na rua.

Agora que está tudo normal, de um jeito que eu nem me lembrava que poderia ser, me vem uma pergunta, no alto dos meus 39 anos recém completados, quem sou eu?

Em busca desta e de outras respostas fiz uma revolução no meu armário e na minha vida mas isto dá outro post!

Beijoabraçoapertodemão e atequalquerhora!

 

Anna Carla
Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

2 thoughts on “E está tudo normal. De um jeito que eu nem lembrava mais que poderia ser.

  1. Sabe o que eu acho mais legal? De todas as vezes que eu passo por aqui e vejo você comentando sobre sua doença, você NUNCA se lamenta, nunca se queixa, não se deixa e não se deixou (aparentemente, pelo menos) abater por ela. Você mudou, sim, mas em nenhum momento pensou em desistir, pelo contrário, queria mesmo lutar contra essa doença, e poder viver da melhor maneira possível, e depois daquele dia que te conheci pessoalmente no Juicy Day, gostei mais ainda de ter de conhecido. Mais um dos bons exemplos à minha volta. Parabéns! ^

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