vida simples

Coisas de mãe de segunda viagem

“Quando nasce um filho nasce também uma mãe; e quando essa mãe tem outro filho ela nasce de novo, recriada para viver tudo de novo de um jeito diferente.” (Li o começo da frase em um comercial qualquer e o resto é licença poética minha)

No último fim de semana tive notícias boas, de várias famílias amigas que aumentaram ou estão aumentando com a chegada de mais um filho. E isso me  fez pensar sobre como é ter dois filhos. No mundo de hoje, sendo mãe de uma garota de 8 e um moleque de 2 anos, te digo de cadeira: não é tão fácil quanto gostaríamos que fosse.

Ao longo desta minha trajetória na maternidade  concluí que um filho nunca é igual ao outro, mesmo que seja filho ou filha dos mesmos pais, criado da mesma forma, cada um é cada um.

Um dos elementos que contribui muito com a diferença de cada personalidade é sem dúvida a presença do outro. O primeiro é afetado pela chegada do segundo e o segundo não reage ao mundo exterior da mesma maneira por influência do primeiro. Ou seja eles chegam a mundos diferentes, encontram pais diferentes e por isso tornam-se diferentes mesmo com os “mesmos pais” e princípios educacionais.

Amo muito a minha filha e, bem por isso, às vezes é duro de aceitar mas a chegada do irmão há dois anos a afetou como um desastre, tipo “meu mundo caiu” mesmo! Desde então tem sido um trabalho árduo de adaptação não só do segundo filho mas da “nova” filha que ela se tornou com a chegada dele. Mas acalmem-se aqueles casais “grávidos” que mencionei acima, dá trabalho mas é maravilhoso, é bonito de ver como eles aprendem a se relacionar e como os princípios que a gente passa são absorvidos e colocados em prática.

Na semana passada decidi  iniciar o desfralde do Joaquim, observei os sinais, estavam todos lá, conversei na escola para fazer junto com eles, me preparei comprei fraldas “pull ups”, redutor de assento sanitário e juntei o penico e as cuequinhas que ele ganhou das avós e pensei: “tudo no esquema, mão à obra!”Até então, como eu tinha em mente a minha experiência com a pequena Sofia e mesmo sendo desencorajada por algumas pessoas que dizem que “desfraldar o menino é mais difícil”, eu estava confiante!

Voltando um pouco no tempo … No desfralde da Sofia ela começou fazendo no piniquinho como seu Bebê-pipi sentado no piniquinho de brinquedo ao lado dela, muitos escapes…  parecia que eu tinha um cachorrinho recém nascido! Mãe de primeira viagem, eu ficava aflita com isso, nervosa…Por orientação da pediatra tentei me controlar, estar tranquila e não fazer “a big deal” de cada escape que tudo ficaria bem. Assim no fim de uns 12, 15 dias ela já pedia direitinho, como um mocinha fazendo até no sanitário.

O fato que ninguém te conta é que não é só a criança que tem que estar preparada para o desfralde a mãe principalmente precisa estar também. E nesse processo tem um montão de coisas escondidas no coração de uma mãe. Por exemplo:  seu filho não é mais um bebêzinho, não precisa de fraldas, o seu controle  absoluto está diminuindo e ele/ela está ficando mais autônomo e aí vem o medo de não tê-lo preparado bem o suficiente pensa  “e se ele cair na primeira tentativa de vôo?”, tudo isso gera um turbilhão de sentimentos que explode na hora de um escape, você grita “não, aí não, no penico!” Mas isso não pode fazer, porque inibe a criança e pode gerar outros problemas. Por isso venho trabalhando o auto-controle também no desfralde do pequeno Joaquim.

Mas o meu caso não é tão simples assim. Quando são dois filhos o mais velho também precisa estar preparado, muito embora esse rito de passagem também seja libertador para o pequeno para o mais velho pode ser uma “ameaça”, afinal a partir de agora ale´m de dividir o pai e a mãe vou ter de dividir o banheiro também. Parece bobagem mas é bom que verifiquemos os sinais de preparo de toda a família para o desfralde do caçula. Fica a dica.

Aqui, infelizmente, notei o despreparo da Sofia na prática, com o processo já em andamento,  e isso está sendo contornado a partir de agora para o pleno sucesso no desfralde do meu pequeno. Depois conto como foi.

Para finalizar  quero deixar um abraço para a mamãe recente de seu segundo filho Nadine, e para as futuras mamães de segunda viagem Macklaine e Alessandra. Saúde pra vocês!!!

Dicas de livros para mamães de primeira e de segunda viagem:

Mãe e Filho – Adriana Tettamanti

Confissões de mãe – Maria Mariana

Nana Nenê – Eduard Estivill , Sylvia de Bejár

Beijoabraçoapertodemão.

Anna Carla

Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

3 thoughts on “Coisas de mãe de segunda viagem

  1. Ana, concordo totalmente com oq vc falou. Embora sejam os mesmos pais e mães, os filhos sempre são diferentes! Mudando um pouco (mas nem tanto) o tema, outro dia vi uma mãe q tem apenas 1 filho falar q é um absurdo pais dizerem q amam cada filho e o tratam de maneiras diferentes. É difícil admitir isso, mas a partir do momento em q constatamos q cada filho é um indivíduo único, não tem como querer tratar ambos de maneira igual, até pq nós mesmos nos modificamos, como vc mencionou. É a mesma coisa q comparar: vc trata seu pai e mãe de forma igual, ama os 2 da mesma maneira? Nem sempre… Pq cada ser é único, vc pode amar na mesma intensidade, mas não da mesma maneira, sem q com isso haja predileção por algum deles!
    Espero q tenha sucesso na sua “operação fraldas-zero”! Com meu menino, foi muito mais tranquilo do q com a menina, apesar de q o ensinei a fazer pipi sentado enquanto ele não alcança o vaso para fazer em pé rsssss
    Bjos!

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