cotidiano, vida simples

Não deixem de ler Bambi aos seus filhos, por favor!!!

Hoje fui a uma reunião na escola dos meus filhos.

Coisa de rotina, pegar boletim, observações sobre comportamento e material escolar não seria nada demais até que a diretora da escola afirmou com todas as letras que não se pode mais ler o clássico livro Bambi para as crianças na escola.

Esta afirmativa surgiu quando ela nos relatava como tinha sido o Chá da Tarde que foi servido as crianças do maternal e suas Avós por ocasião do Dia da Vovó na semana passada. Nesta oportunidade uma das avós escolheu este livro Bambi para ler aos pequenos. Perfeitamente compreensível já que é uma bela estória, emocionante, datada de 1942. Inclusive em 2008 foi revelada uma pesquisa em que Bambi figura como um dos filmes que mais fizeram chorar em todos os tempos.

A diretora da escola disse que as crianças maiores a partir do ensino fundamental não podem ouvir a dita estória porque o Bambi o cervo, é chamado de veadinho e as crianças associam pejorativamente aos homossexuais e perguntam “tia essa estória é de gay”? Então fiquei me perguntando por isso não se lê mais uma das estórias mais bonitas de todos os tempos? Um conto que fala de coragem, princípios e amor? Não se lê mais porquê sabe Deus quem usou esse nome para chamar os gays? Então questionei porque não se explica afinal que veado, cervo é um animal ? Ela disse que fica difícil de algumas crianças assimilarem porque ele não é da nossa fauna.

Ora, ora, ora. Meus filhos não fazem este tipo de confusão, eles já viram o veado do cerrado pessoalmente, já que ele é presente na fauna brasileira, inclusive no Orquidário Municipal de Santos. Pra quem nunca viu olha aqui:

Pontuei que devemos sim continuar lendo e dando os nomes corretos a cada um. Encerrei por aí porque muitas mães presentes não iriam compreender que para meus filhos veado é um animal da floresta e gay é aquele que ama seu igual, simples assim.

O grande problema é o pré-conceito e continuar lendo a estória, como ela é, falando para as crianças, no tempo delas, quando formos questionados, das coisas da vida como elas realmente são é o único jeito de extinguir o preconceito de toda a espécie.

 

Anna Carla

Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

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