cotidiano

Considerações musicais

Muito estão falando do Michel Teló e da sua explosão internacional, eu penso que bom. Que bom que alguém mais além da Ivete Sangalo e do João Gilberto estão falando de nós lá fora e querendo ou não “Ai, se eu te pego” é a voz do Brasil nesse momento. O brasileiro é festeiro e os gringos gostam mesmo de nos ouvir assim, festeiros “na balada”.

Na minha juventude eu só ouvia rock progressivo e Pop Rock. Quando fui estudar canto com 17 anos abri meus horizontes musicais e passei a dar mais atenção ao que se ouvia na minha casa MPB, Bossa Nova, Bolero, Samba, e com o passar dos anos fui desenvolvendo mais e mais o meu gosto e hoje ouço de tudo, DE TUDO MESMO!

É obvio que tem muita coisa que eu não gosto. Deixei que qualificar as musicas por rótulos, não existe isso na minha vida: gosto de tudo que é do Caetano só porque é do Caetano. Classifico assim eu gosto ou não. Também tem isso: não odeio nada, não tenho tempo para isso não. Música para mim não tem idade, nova, velha, muito velha, se tem aquele swing, se mexer comigo, se comover tá valendo!

E esse papo de essa ou aquela música só escuto se estiver bêbada (o) é desculpa esfarrapada de quem não se respeita, se você consegue dançar depois de um copo de cerveja meu bem, tenho certeza que se estiver sóbria(o) e sozinha(o) também dança e curte. Eu não estou nem aí, eu me respeito se aquela música seja do Teló ou de quem for me der vontade de dançar eu vou respeitar esse desejo corporal e vou dançar! Do mesmo modo que respeito quem gosta do que eu não gosto.

A gente chega numa certa idade que o “auto-respeito” ou “respeito próprio” deve vir em primeiro lugar!

Vamos agora a um exemplo prático, o filho do Fábio Jr.,  FIUK, nunca (até hoje) tive vontade de ouvir seu disco, eu achava que ele era meio caô, personagem patrocinado pelo papai e tals mas me peguei dançando isso aqui hoje enquanto ouvia o rádio na hora do almoço. Me deu vontade de responder pra ele “Delícia, delícia, assim você me mata”, rsrs…

Para refletir me aproprio de uma frase do Daniel Pinheiro:

“Se É o Amor fosse composta pelo Johnny Cash, seria unanimidade. Como é do Zezé di Camargo e Luciano, ela é brega”.

Anna Carla
Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

2 thoughts on “Considerações musicais

  1. Anna, acho legal sua opinião, apesar de não concordar completamente. RRSRRSRS Eu não sou de polêmicas, mas meus melhores amigos discordam muito de mim, e eu deles, e aprendemos uns com os outros. Concordo completamente com você, quando diz que é errado rotular as classes musicais, também acho que nem todas as músicas do Caetano são boas e que também importamos muita música pobre. Aquela “Fly like G6”, nossa, tantas…
    Eu tenho um gosto musical menos amplo, é fato, mas é amplo…e também acho que todas as músicas tem seu momento.
    Mas………………………………………………………………………………….
    Contudo, todavia, porém, se eu pudesse escolher, essa seria uma das últimas senão a ÚLTIMA música para exportar. Assim como preferiria não importar a “Fly like a G6” com tantas Adele boas pelo mundo afora. “Ai se eu te pego” é chata demais, além de ser pobre de melodia e letra. Acho ruim mesmo. Assim como as do Luan Santana, já vi ele dando show cantando outras canções menos conhecida. Mas não tenho a mínima paciência para os hits dele.
    E não sou anti-hit.

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