cotidiano

Recado na portaria

Não, por favor não! Não tente me compreender, não tente estar no meu lugar, me julgar, calçar os meus sapatos. Nós calçamos números bem diferentes.

Você me diz que eu sou mau, que eu não presto, que sou cheio de vícios mas quem abaixa a cabeça quando me encontra na rua é você.  Incapaz de encarar, de me olhar nos olhos. Sabe porquê? Porque eu sei quem você é, sei o que você é capaz de fazer, conheço muito bem o seu jogo.

Nessa altura do campeonato não vale mais à pena saber quem magoou quem,  se eu te amava pra caralho ou não, não importa…

 Agora querida, por favor, de uma vez por todas, nem tente entrar porque eu já troquei a fechadura e tranquei a porta.

Anna Carla
Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

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