cotidiano

Ah, “mano véio”…

Sabe que nem sei mais há quanto tempo sinto sua falta.

Falta, diferentemente de saudade, não se repõe nem se compensa com nada.

A saudade é aplacada pela lembrança, pelo afeto. A falta não, nada aplaca a falta.

A falta é um vazio, a falta é uma ferida sempre aberta, mesmo quando está quieta e parece cicatrizada.

Você teria feito 50 anos de vida no último dia 3 de julho. Engraçado, por mais que você faça falta pra mim não consigo imaginar você com 50 anos…

Às vezes eu fantasio como teria sido se você tivesse me visto vestida de noiva em 99, usando uma beca em 2001, grávida em 2004 e novamente 2010. Na minha fantasia você está sempre menino, menino de 30 com cara de 20.

Fico imaginando como seria ter você na minha vida hoje, a gente que foi sempre tão amigo, tão companheiro um do outro, você que ensinou tanta coisa, você que me fez o que sou hoje, como seria ter você aqui? Hein mano? Mas você era bom demais pra isso aqui e foi-se embora…

Existem afetos que são tão “gigantemente” grandes que uma vida se faz curta pra desfrutar, tem afetos que ficam pra depois, pra depois da vida. E acho que o nosso lance era assim…

Até mano véio, até.

Anna Carla
Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

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