cotidiano

Ele morreu, eu não.

Cortei a franja.
Não aguentava mais a confusão de identidade.
Estou voltando ao visual de anos atrás quando ninguém tinha dúvida de que eu era eu.
Eu não sou parecida com meu irmão e não aguentava mais as pessoas procurando o rosto dele no meu.
Compreendo que todos sentem sua falta mas se esquecem que eu também sinto e ignoram a minha saudade.
Quando me olho no espelho é o meu rosto que vejo e é isso que eu quero que os outros também vejam.

Anna Carla
Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

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