cotidiano

O habitante.

Um homem habitava os sonhos dela.
Todas as noites ela ia deitar ansiosa por dormir e  sonhar com aquelas mãos percorrendo seu corpo como se ele fosse um templo, com aqueles lábios bebendo dos seus como se fosse um néctar.
Sentia o cheiro, o gosto, o suor de modo tão real que vinha às lágrimas na hora de acordar.
Começava a se preocupar em algum dia não mais querer acordar.
Morrer para viver com o habitante dos seus sonhos, seria isso possível?

Anna Carla
Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

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