familyMinha mãe fora radialista e trabalhara num “magazine de discos”  em sua juventude, e tendo sido meu pai um amante de boa música por toda sua existência, bem por isso,  desde que me conheço por gente  se ouviu Roberto Carlos na minha casa. Posso afirmar seguramente que minha vida tem uma trilha sonora bem forte, rica e variada .

Sempre morei em apartamento, mas estes sempre tiveram muita claridade, plantas, café fresco e forte e música, muita música. A minha memória musical renderia  vários posts à parte…

Por hora vou falar do gosto musical de meus pais, em especial do meu pai, vou citar alguns nomes que me vêm agora na lembrança: Frank Sinatra, Charles Aznavour, Gilbert Bécaud, Ray Conniff, Julio Iglesias, Ataulfo Alves,  Agepê, Wilson Simonal, Originais do Samba, Beth Carvalho, Benito de Paula, Jessé, Hermes Aquino e é claro Roberto Carlos. Não consigo lembrar de nenhum momento bom ao lado do meu pai sem que tivesse uma música boa de fundo. Na verdade muita gente pode achar que esse repertório não é lá muito bom mas a minha memória afetiva só consegue associar coisas boas a estas canções.

O fato é que, depois que meu paizinho se foi, eu me distanciei propositalmente destas músicas porque elas mexem demais com meu emocional, Especial RC de fim de ano na Globo então, nem se fala! Eu corro, mudo de canal, faço qualquer negócio porque se ver e ouvir é choradeira na certa e ressaca moral no dia seguinte… Agora quando o Rei completa 50 anos de carreira fica difícil pacas não ouvir, principalmente quando a sua vizinha é fanática pelo Rei e ouve a tv no último volume. Me arrisquei, liguei a tv e não tive como não ver, ouvir, cantar junto, me emocionar e chorar, óbvio. Não sei se isso é efeito da terapia, mas foi bom, muito bom mesmo ouvir “Além do Horizonte” de olhos fechados e me transportar de volta pro Fusquinha do meu pai nos nossos saudosos passeios até a Biquinha…chorei de saudade dessa época em que eu era só a sua “menina dos cabelos longos” da canção do Agepê.

* foto tirada pela minha mãe em dezembro de 1982, da esquerda para direita: “ameninadecabeloslongos” (eu), no colo do meu paizinho Neco que está em algumlugarbonitoalémdohorizonte, no alto da foto meu irmão Marco,  e do lado direito  meumanoqueridoquetambémtánocéu  Ricardo.

Anna Carla

Santista ”da gema”. Uma mulher dos anos 50 nascida em 73. Mãe da Sofia desde 2004 e do Joaquim desde 2010. Advogada formada pela Universidade Católica de Santos desde 2001. Costumo dizer que me interessam coisas legais em sentido amplo e estrito. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.
Veja o perfil completo.


Anna Carla

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Santista ”da gema”. Uma mulher dos anos 50 nascida em 73. Mãe da Sofia desde 2004 e do Joaquim desde 2010. Advogada formada pela Universidade Católica de Santos desde 2001. Costumo dizer que me interessam coisas legais em sentido amplo e estrito. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer. Veja o perfil completo.

1 comentário

Cecilia · 13/07/2009 às 6:50 am

Essas homenagens ao Rei tem sido realmente destruidoras. Suas músicas marcaram de alguma forma uma parte de nossas vidas, então, fica dificil ouvi-las sem uma lagriminha. São tantas emoções, né não? 😛

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