Blade Runner é um dos filmes que me afetou com um desastre

Estes últimos dias fazem parte de um período em que todos os anos reflito, entre outras coisas, sobre a vida e sua finitude,  sobre quem eu fui e quem eu me tornei.

No último dia 03 meu irmão mais velho, meu companheiro e meu melhor amigo, completaria 48 anos de idade se estivesse vivo e, se não bastasse, amanhã completam-se 19 anos da morte do meu pai.

Não gosto muito de “chorar as pitangas” aqui, afinal como já disse, esse aqui é um espaço de contentamento.

Leia também: O Cinema em 2006: 10 Anos, 10 Filmes!

Obrigada por fazer de mim quem eu sou

Publicidade

Mas não posso deixar passar batido que  se hoje amo cinema, artes, literatura e adquiri um jeito peculiar de lançar o meu olhar sobre estas coisas foi graças a estas duas pessoas maravilhosas que me antecederam nesta vida.

Desde de a minha mais tenra idade meu irmão mais velho me chamava para sua companhia para compartilhar  filmes maravilhosos, assisti no início da minha adolescência filmes que me “afetaram como um desastre” (no sentido de como um desastre pode ser transformador e  regenerador),  e que com isto  mexeram com as minhas estruturas de ótica e  estética. 

A única coisa triste disso é que nos anos 80 ainda existia a censura e por isso não tive a sorte de presenciar algumas destas maravilhas na tela grande.

Hoje assisti pela “enésima” vez  Blade Runner e lamentei tremendamente não poder ter visto no cinema.

A direção de Ridley Scott, a impecável fotografia de Jordan Cronenweth ao som da trilha sonora magistral de Vangelis mudaram a estética do cinema e certamente tudo o que veio depois disso.

Segue um trecho do “final cut” do filme onde o incrível Rutger Hauer faz o seu monólogo “Tears in the rain” ao som de Vangelis.

Anna Carla

Santista ”da gema”. Uma mulher dos anos 50 nascida em 73. Mãe da Sofia desde 2004 e do Joaquim desde 2010. Advogada formada pela Universidade Católica de Santos desde 2001. Costumo dizer que me interessam coisas legais em sentido amplo e estrito. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.
Veja o perfil completo.


Anna Carla

Anna Carla

Santista ”da gema”. Uma mulher dos anos 50 nascida em 73. Mãe da Sofia desde 2004 e do Joaquim desde 2010. Advogada formada pela Universidade Católica de Santos desde 2001. Costumo dizer que me interessam coisas legais em sentido amplo e estrito. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer. Veja o perfil completo.

Comente

error: Copyright © 2006 - 2018 por Anna Carla Lourenço do Amaral - Todos os direitos reservados.