cotidiano

Blade Runner

Estes últimos dias fazem parte de um perído em que todos os anos reflito, entre outras coisas, sobre a vida e sua finitude,  sobre quem eu fui e quem eu me tornei. No último dia 03 meu irmão mais velho, meu companheiro e meu melhor amigo, completaria 48 anos de idade se estivesse vivo e, se não bastasse, amanhã completam-se 19 anos da morte do meu pai.

Não gosto muito de “chorar as pitangas” aqui, afinal como já disse, esse aqui é um espaço de contentamento, mas não posso deixar passar batido que  se hoje amo cinema, artes, literatura e adquiri um jeito peculiar de lançar o meu olhar sobre estas coisas foi graças a estas duas pesssoas maravilhosas que me antecederam nesta vida.

Desde de a minha mais tenra idade meu irmão mais velho me chamava para sua companhia para compartilhar  filmes maravilhosos, assisiti no início da minha adolescência filmes que me “afetaram como um desastre” (no sentido de como um desastre pode ser transformador e  regenerador),  e que com isto  mexeram com as minhas estruturas de ótica e  estética. A única coisa triste disso é que nos anos 80 ainda existia a censura e por isso não tive a sorte de presenciar algumas destas maravilhas na tela grande. Hoje reassisti pela “enésima” vez  Blade Runner e lamentei tremendamente não poder ter visto no cinema. A direção de Ridley Scott, a impecável fotografia de Jordan Cronenweth ao som da trilha sonora magistral de Vangelis mudaram a estética do cinema e certamente tudo o que veio depois disso.

Segue um trecho do “final cut” do filme onde o incrível Rutger Hauer faz o seu monólogo “Tears in the rain” ao som de Vangelis.

 

Anna Carla

Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

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