cotidiano

Exercitando a frugalidade do querer, e que venha 2009!

No ano de 2008 eu aprendi muita coisa sobre mim e sobre o que me cerca.
Muito embora eu tenha conquistado muita coisa bacana no âmbito material eu percebi que não preciso de muito para viver bem e feliz.
Mudei o jeito de encarar o trabalho, percebi que por mais que eu deseje ser uma boa advogada, nem que eu venha a ser a melhor de todas, eu não serei capaz de mudar o mundo ou as pessoas, e que muitas vezes as pessoas não querem ser ajudadas e nestes casos o melhor é fazer a minha parte da melhor maneira possível e me retirar. Notei que as energias fluem melhor em vários aspectos quando não há envolvimento emocional com o trabalho e, coincidência ou não, assim a grana entra com mais facilidade.
Confirmei a máxima de que “everybody lies”, cedo ou tarde todo mundo mente em alguma circunstância da vida e temos que conviver com isso gostando ou não.
Durante muito tempo sonhei com uma casa no campo e hoje moro numa casa onde ouço canto de passarinhos pela manhã e sou brindada pela brisa da montanha ao entardecer, com isso observei em 2008 que sonhos podem sim se realizar!
Neste ano dei mais espaço pra mim, para sentir e observar mais, eu meditei, escrevi, li bastante, assisti filmes, tudo por prazer. Finalmente eu estou me colocando em primeiro lugar no ranking da minha vida.
Também descobri que sou capaz de perdoar, não pelo outro, mas por mim, descobri que eu sou quem fica livre quando perdôo alguém.
Pessoas entraram e saíram da minha vida e eu agradeço por cada participação e por cada pequeno convívio.
Tive a oportunidade de ver a felicidade de um irmão e resgatar todo o sentimento bom que eu nutri por ele durante minha infância.
Aprendi a valorizar cada minutinho em família (filha, marido), e cada minutinho bom ao lado da minha mãe.
Confirmei que amigos de verdade são pouquíssimos e que assim como eu todos tem seus defeitos e suas fraquezas, e que nem mesmo a maior distância faz com que eles deixem de ser meus amigos.
Descobri que não sou uma fortaleza e que esta descoberta tem o poder de me fortalecer de verdade.
Percebi que não preciso de muita coisa, que as pequenas coisas, que o que é frugal é que me faz bem, que o amor, sobretudo o próprio é que pode me fazer feliz de verdade.
Que venha 2009, e como me disse um amigo querido, “que ele seja um ano intensamente novo para todos nós”!
Anna Carla
Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

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