cotidiano

Só por hoje, eu espero.

Tremenda solidão.
Completamente sozinha no meio deste mundo que me cerca, cheio de pessoas, lugares, lembranças.
Normalmente gosto de ficar sozinha, mas detesto me sentir solitária. É triste e descabido.
Como posso estar no meio desta vida tão repleta e plena de tudo de bom e me sentir assim? Solitária?
O jeito é me jogar nos afazeres do dia pra distrair, estar atenta aos horários e aos compromissos e hoje até que não são muitos. Distrair pra essa sensação passar.
O ruim de sentir-se solitário é que abre as portas pra saudade, saudades de tudo e de não sei mais o quê…  
Saudades da segurança e da certeza!
Saudades dos que se mandaram, dos que foram pra longe, dos que morreram pra esta vida, e até dos que morreram pra mim.
Saudades do tempo que eu tinha uma ingenuidade que me permitia confiar nas pessoas.
Mas este tempo passou e esta enxurrada de consciência me coloca solitária no meio da multidão.
Agora vou trabalhar, me cuidar, cuidar da filha, estar com o marido…
Deve ser o tal inferno astral, anyway, vai passar.
15 anos – Ira!

Composição: Gasparini e Edgard Scandura

Quando me sinto assim
Volto a ter quinze anos
Começando tudo de novo
Vou me apanhar sorrindo

Seu amor hoje
Me alimentará amanhã
Eis o homem
Que se apanha chorando

Vivendo e não aprendendo
Eis o homem, este sou eu
Que se diz seguro
Que se diz maduro

Seu amor hoje
Me alimentará amanhã
Eis o homem

Anna Carla
Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

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