cotidiano

Coisas de mãe coruja…

Coisas de mãe coruja...
Os filhos são assim, crescem sem que você se dê conta.

Quando você repara já estão crescidos ou, como dizia minha avó, criados.

Ontem experimentei uma felicidade tão grande por constatar que minha filha não é mais meu bebê, ela cresceu.

Sempre achei que ela foi um bebê precoce, falou e andou logo, e conversa como gente grande há bastante tempo, mas ainda era meu bebê, que fazia garatujas no papel e dançava feito borboleta no campo. Ontem eu descobri que isso era só mais uma fase e que agora se iniciava outra.

Enquanto eu lavava a louça do jantar e dava um trato na cozinha dei-lhe uns giz de cera e papel colorido para que ela se distraísse e ela em festa me disse:

-“Adoro desenhar mamãe!”

Eu lhe respondi: ” -Que bom filha, é gostoso mesmo desenhar, então faça um desenho bem bonito enquanto eu termino de arrumar a cozinha, se ficar lindo a gente coloca na porta da geladeira pra enfeitar, combinado?”

– “Combinado!”

…alguns minutos depois…

-“ Veja só mamãe, que lindo, no meu desenho está um dia de sol!”

E foi então que uma nova perspectiva se abriu diante dos meus olhos: minha filha tinha desenhado mesmo um sol com seus raios em volta, bem amarelinho como tem que ser!

Elogiei meio sem acreditar naquilo, perguntei se tinha sido na escola que ela aprendera a desenhar daquele jeito e ela me disse que aprendeu sozinha, assistindo ao Louie completou: “-agora vou desenhar as nuvens a grama, a árvore, igualzinho ao parque da minha escola!”

E fez! Tudo tão infantil e lindo! Mais uma vez elogiei, mas como toda mãe quis incentivá-la a continuar:

“- Que máximo Sofia, está muito lindo mesmo esse parque, mas sabe o que falta nele? Crianças!”

-“Hum…é verdade mas eu acho que não sei desenhar crianças mamãe, ainda!”

-”Tente filha, se você não tentar nunca vai descobrir se sabe ou não fazer, não é?”

Olhei no papel e ela tinha desenhado um retângulo marrom no meio do parque e perguntei:

“-Onde estão as crianças filha? Você já as desenhou?”

-“Sim mamãe, elas estão aí, bem aí dentro da classe marrom.”

E mais uma vez não pude deixar de me orgulhar!

Cadê o desenho? Na porta da geladeira, é claro!

Anna Carla

Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

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