cotidiano

Maternidade, um dom precioso.

Mais uma vez me deparo com a velha falta de habilidade de lidar com as chamadas “coisas de mundão” ou “do mundo cão” como dizem.
Sou uma pessoa feliz, uma mulher realizada, me sinto privilegiada por ter sido escolhida por Deus para gerar minha filha tão amada que neste mês completará 4 anos. A maternidade é um desafio diário; quando se é mãe um dia nunca é igual ao outro. As mães são obrigadas a se atualizar e se reciclar em um “feng shui” pessoal constante. Por favor, não leiam a obrigação aqui como uma coisa enfadonha! Porque não é!
Imagino que toda mulher deve ter no fundo de seu coração, em algum lugar de sua alma, o pensamento da possibilidade de ser mãe. Algumas sonham com isso, outras nem se quer cogitam, por medo (do mundo) ou por falta de vocação (às vezes acontece). Muitas vezes, infelizmente, aquela “mãe nata” não é agraciada com o dom da maternidade biológica e tem de enfrentar os entraves jurídicos para exercer sua vocação, mas como “mãe nata” ela supera todas as dificuldades e trata de “parir” uma ou muitas crianças (mães adotivas, professoras, voluntárias em creches e instituições, assistentes sociais, tias devotadas, verdadeiras mães!).
O que não cabe na minha cabeça é porque Deus (ou seja lá quem ou o quê, porque como diz minha mãe uma crueldade dessas não PODE ser coisa de Deus) apronta dessas, e cede um dom tão precioso a uma criatura deste tipo.
Enquanto estamos no festejo diário de ser mãe, tem gente que simplesmente não dá valor… Uma pena.
Para as mães que, como eu, se sentem felizes com isso, para aquelas que ainda intencionam tornarem – se mães, para as mães de coração, de alma, desejo um dia muito feliz, bem longe desta barbárie.
Anna Carla
Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

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