cotidiano

Anninha e o aquecimento global II, a revanche!

Há algum tempo postei aqui sobre o aquecimento global, e afirmei que tenho o profundo desejo por um mundo melhor e que não pretendo ficar de braços cruzados esperando atitudes dos outros. E apesar dos pesares continuo firme neste propósito!
Digo isto pois tenho observado que ainda está difícil ser ecologicamente correto.
Vamos a um exemplo prático que muito foi comentado semana passada: o leilão de créditos de carbono. A prefeitura de São Paulo está fazendo um reaproveitamento do gás metano produzido pelo Aterro Sanitário Municipal localizado no bairro Perus, e leiloou os chamados crédito de carbono* faturando uma grana preta…o que não entendo até agora é que, até onde sei, nesse processo de reaproveitamento do gás metano é jogado na atmosfera, ainda que em pequena proporção, gás carbônico! (Corrijam-me se eu esiver errada, por favor!). Como é que pode então vender créditos de carbono? Será que descontaram o que eles próprios jogaram pra vender o restante??? Anyway, espero que a Prefeitura de São Paulo ao menos invista parte deste dinheiro arrecadado em políticas públicas ecologicamente corretas, aumentando e viabilizando a coleta de lixo seletivo, encaminhando este lixo para ONGs de reaproveitamento responsável.
Temos que tirar o chapéu para empresas como a Pindorama Filmes que produz o programa “um pé de quê?” do Canal Futura que é uma empresa carbono zero. Explico: para cada programa realizado foi calculado o quanto é jogado de gás carbônico na atmosfera em árvores que eles plantam em uma área de reflorestamento no vale do Paraíba, estado de São Paulo. Isso é vontade ecológica!
Mas e a criação animal para consumo humano? Sei que esta é uma das coisas que mais contribui para o aquecimento global, e para o que eu chamo de “aquecimento humano” também pois, como muitos defendem, os hormônios produzidos pelo sofrimento dos animais no momento do abate são tranformados em inúmeras toxinas nos corpos daqueles que consomem carne…vamos virar vegetarianos então! Desafiador propor isso numa sociedade em que as crianças mesmo antes de ter dentes ganham da vovó um pedacinho de bife pra chupar…mas não custa tentar!
Pois bem, vamos comer soja então, afinal seria ingenuidade crer que humanos habituados com a carne não teriam a tendência a substituí-la por carne vegetal…mas tem um porém, como ter certeza que o plantio do bifinho de soja não é fruto de um cultivo predador? Sabe-se que muitas das plantações de soja foram criadas em áreas desmatadas da Amazônia, gerando com isso uma quantidade sem número de CO2 na atmosfera, podendo também contribuir para a futura savanização da Amazônia.
E os vegetais? Quantas safras não são obtidas durante o ano todo a custa de muito agrotóxico (elemento que também contribui para ambos aquecimentos, global e humano)???
O que fazer então? Uma boa solução seria viver de luz! Luz natural é claro, porque a elétrica joga gás carbonico na atmosfera…rsrs, parece piada, rsrs, e é! E esta é a minha solução!
Encarar isso tudo com muita leveza e fazer a minha parte: contribuir para a reciclagem, economizar energia (elétrica e humana, porque não?), consumir água de um modo responsável, reaproveitando sempre que possível, diminuir o consumo de carne e de todo e qualquer alimento, bem ou serviço de natureza predatória.
E mais uma vez, se você nunca parou pra pensar nessas questões…
Recicle suas idéias. Sem pirar.
Leia mais:

*créditos que dão o direito a empresas de jogar gás carbônico na atmosfera.

Anna Carla
Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

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