cotidiano

É fantástico?

Eu imagino que o jornalismo tenha a primeira função de informar as pessoas mas muitas vezes funciona como um motor destruidor de esperança.
Depois de assisitir à reportagem do fantástico sobre autohemoterapia, técnica da qual faço uso a alguns meses me perguntei o que se ganha denominando este tratamento de “autopicaretagem”?
Concordo que oferece risco sim, de contaminação e edema como qualquer transfusão e injeção a qual possamos ser submetidos, além do risco maior de se abandonar completamente um tratamento médico convecional…mas e as pessoas que como eu fazem uso da técnica como terapia complementar e com acompanhamento e médico e tiveram uma enorme melhora na qualidade de vida???
Porquê uma Rede poderosa como a Globo não aproveita a abertura do debate para a incentivar pesquisas neste sentido???
Afinal como eles mesmos mostraram milhares de pessoas se dizem beneficiadas com a técnica, estarão todas elas influenciadas por um placebo coletivo???
Participei de um chat na Globo.com sobre o assunto e o presidente da Sociedade Brasileira de Hematologia, Carlos Chiattone não foi capaz de responder a perguntas simples sobre qual o ordenamento jurídico em vigor que tipifica como crime a autohemoterapia, ou ainda porque não se investe em pesquisas nesta área.
É patente que tem muitos interesses em jogo, não apenas os interesses do pobre Dr. Luiz Moura que segundo o presidente do Conselho Federal de Medicina Edson Andrade é um picareta, mas também de toda a industria farmacêutica.
Temos é que tirar o chapéu para o Secretário de Saúde de Olinda que ao invés de condenar e proibir de cara o tratamento decidiu investir na pesquisa do tratamento recrutando 15 voluntários dos quais 14 tiveram cura ou remissão dos sintomas.
Espero que mais autoridades tomem este tipo de iniciativa, buscando mais esperança para as pessoas, não seria fantástico?
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Anna Carla
Mãe, advogada e blogueira. Amo gatos, plantas e vida simples. Escrevo por prazer.

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